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Capítulo 68: A Filha do Senhor da Cidade

Roaming the Heavens·Capítulo 68 de 70·~6 min de leitura

Atualizado: 2026-08-02 07:26

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Dois gigantes de torso nu e músculos nodosos guardavam os portões da mansão do senhor da cidade, uma visão para fazer qualquer um vacilar.

O grupo seguiu Li Yun para a direita.

Uma voz clara soou atrás deles: "Jiang Chen!"

Jiang Chen se virou. Era Sun Xiaoman — pequena, bonitinha, pulando alto acima da multidão, acenando para ele.

Ao lado dela caminhava um garoto gordo e redondo. Sun Xiaoyan, quem mais.

"Senhorita Sun!" Jiang Chen respondeu com um sorriso.

"Por que tão formal? Me chama de Xiaoman." Sun Xiaoman se aproximou com desembaraço e lhe deu um soco na barriga.

Jiang Chen sugou o ar entre os dentes, mantendo seu sorriso mais brilhante para não perder a cara: "Tudo bem... Xiaoman. E você também, Xiaoyan!"

O grupo parecia recém-chegado de fora da cidade — com vestígios de batalha em cima. Yang Xiong e Zhao Tiehe não estavam com eles; provavelmente nem sempre trabalhavam nos mesmos encargos.

Sun Xiaoman dispensou seu pessoal e se virou: "Então, a que você veio — nos ver, ou...?"

Jiang Chen apresentou Li Yun, Zhao Yan e os outros com um sorriso: "Pegamos uma missão para limpar bestas."

"Bom! É disso que eu gosto!" Sun Xiaoman era toda audácia: "Ainda não acharam hospedagem, acharam? Todos vocês — fiquem na minha casa!"

"Mana." Sun Xiaoyan puxou a manga dela por trás. "Você é uma garota. Trazer homens para casa não fica bem..."

"O que tem de errado? Nossa casa é enorme. Você pode arrumar, não pode?"

"Minha cama é tão pequena, mal dá para mim!"

"Eu disse que eles dormiriam na sua cama?"

"Então dormir com você é pior ainda, certo?"

"Que tipo de pensamento você enfia nessa cabeça gorda?"

Justo quando os irmãos quase partiram para a briga, Li Yun falou: "Senhorita Sun, já reservamos quartos. Além disso, logo sairemos para limpar bestas. Ficar em sua propriedade não seria conveniente."

Jiang Chen acrescentou: "Todos nós saímos com o irmão mais velho Li Yun; ele cuida de tudo. Xiaoman, Xiaoyan, não se incomodem. Quando a missão terminar, bebemos juntos!"

"Ah, tudo bem, tudo bem." Sun Xiaoman largou seu olhar feroz na hora e se virou com um sorriso: "Então reúno o Tiehe e os outros quando chegar a hora."

Os dois grupos se separaram.

Assim que Jiang Chen e os outros ficaram fora do alcance do ouvido, o rosto de Sun Xiaoman escureceu: "Gordo, me minando, hein? Tão pão-duro! O que nossos amigos da Cidade de Maple vão pensar de nós?"

Mas Sun Xiaoyan conhecia a irmã bem demais para ficar e apanhar. Ele já corria para dentro da mansão.

Sun Xiaoman o perseguiu num redemoinho, caos atrás. Os guardas há muito tempo tinham se acostumado; todos olhavam em frente.

Irmã e irmão irromperam no escritório um atrás do outro.

Atrás da escrivaninha estava sentada uma mulher de meia-idade, bonita, curvada sobre papéis.

Esta era Dou Yuemei, a atual senhora da cidade da Cidade das Três Montanhas — e a mãe de Sun Xiaoman e Sun Xiaoyan.

Sun Xiaoyan se jogou nos braços dela, apontando um dedo rechonchudo: "Olha ela!"

Dou Yuemei largou seu pincel, embalando o redondo Sun Xiaoyan, sem se importar com o quão estranha a cena parecia. Seus olhos de fênix se fixaram na Sun Xiaoman que avançava.

"Sun Xiaoman! O que você está fazendo agora?"

Ela tinha um nome tão gentil. Seu porte só podia ser chamado de audaz.

Sun Xiaoman parou na porta do escritório, indignada: "A irmã mais velha age como mãe. O que há de errado em eu educá-lo um pouco?"

"Ele já tem uma mãe. Não precisa de tantas!"

Sun Xiaoman ficou sem palavras por um instante. Pisou forte no chão com o pé descalço, com um baque: "Mãe! Você é tão parcial!"

Dou Yuemei abraçou Sun Xiaoyan possessivamente, como se fosse a coisa mais natural: "Claro que sou. Uma filha casada é como água derramada!"

"Ainda não sou casada!"

"Não é só questão de tempo?"

Sun Xiaoyan, seguro nos braços da mãe, interferiu: "Exato. E hoje ela estava fazendo olhinhos para um tal de Jiang."

"Gordo, sua pele está coçando!" Sun Xiaoman voou em fúria, punhos para cima.

Dou Yuemei ergueu uma mão. Uma corrente suave de energia conteve Sun Xiaoman, não a deixando avançar nem um centímetro.

"Garotas não deveriam ser tão brutas." Ela arqueou uma sobrancelha, curiosa: "Então, o que há com esse tal de Jiang?"

"Não escute as besteiras dele!" Sun Xiaoman não conseguia avançar, a fúria subindo: "Jiang Chen é o cara que transferiu cinquenta de mérito do Dao para nós de graça da última vez! E agora veio ajudar a limpar bestas. O que há de errado em eu cumprimentá-lo? É esse seu filho sem coração, tão pão-duro que tem medo de alguém apertá-lo."

"Oh, então devemos hospedá-lo bem." Dou Yuemei assentiu, depois perguntou: "Ele é bonito?"

Sun Xiaoman sentiu que essa conversa era impossível. "Mãe!"

Sun Xiaoyan fez questão de ser ouvido: "Ele é mais ou menos. Mas não tão bonito quanto aquele Zhao."

"Você não entende isso, meu filho bobo. Um homem bonito demais é inútil. Ele precisa de um pouco de carne." Dou Yuemei beliscou a bochecha rechonchuda de Sun Xiaoyan: "Olha você, todo roliço. Tão fofo."

Sun Xiaoyan se contorceu de timidez, um pouco envergonhado.

Sun Xiaoman respirou fundo, se compôs, e disse com calma: "Mãe, você está favorecendo os meninos sobre as meninas?"

Dou Yuemei assentiu com total confiança: "Sim. E daí?"

Sun Xiaoman rugiu: "Dou! Você também é mulher!"

"Exato! Olhe para mim, o exemplo perfeito. Meu coração foi inteiramente para seu falecido pai — quando olhei para trás, para minha família de origem? Quando meu pai morria, deve ter se arrependido de não ter mimado mais seu precioso filho. Eu servi seu pai enquanto ele viveu; depois que morreu, ainda tive que sustentar a família Sun e criar vocês dois. De uma garota delicada a esta senhora da cidade de cintura grossa e voz alta! Me diga, de que adianta mimar uma filha?"

Sun Xiaoman: ...

Ela não teve resposta.

Chutou a porta do escritório até arrancá-la das dobradiças e saiu em fúria.

...

Enquanto isso, Jiang Chen e os outros tinham deixado Sun Xiaoman para trás e foram procurar hospedagem.

Huang Azhan sorriu lascivamente: "Nada mal, Jiang Chen. A filha do senhor da cidade, hein."

Jiang Chen suspirou: "De verdade, ela é só uma amiga."

"Hehehe. Claro, claro."

Zhao Yan disse secamente do lado: "Huang Azhan, se você não tem medo de ser esmagado até virar pasta pelos Martelos que Derrubam Montanhas, continue com essa risada lasciva."

Huang Azhan lembrou na hora dos Martelos que Derrubam Montanhas varrendo a Prova das Três Cidades. Fechou a boca com um arrepio.

Li Yun parecia conhecer bem o lugar, levando-os a uma estalagem com jeito praticado.

A estalagem era pequena, mas não caindo aos pedaços.

Umas mesas e cadeiras estavam na sala comum, todas limpas.

O estalajadeiro era um velho cuja visão já tinha falhado. Apertou os olhos olhando para Li Yun por um bom tempo antes de abrir um sorriso: "Aí está você, pequeno Li."

Li Yun o cumprimentou como a um velho conhecido: "Sim, vovô Zhang. Quatro quartos, por favor."

"Dois quartos. Não desperdice dinheiro mesmo tendo. Quatro homens feitos não conseguem se apertar?"

"Tudo bem, como o senhor disser."

"Indo bem ultimamente?"

"Bastante bem. E o senhor, vovô?"

"Tudo bem."

Jiang Chen observou em silêncio. Li Yun se encaixava neste lugar com tanta facilidade, como se tivesse vivido ali muito tempo.

"O filho dele e a nora foram devorados por bestas na estrada, voltando para a cidade." Disse Li Yun enquanto subiam. "Quando os guardas de patrulha chegaram, não sobrou nem um osso."

Jiang Chen ficou em silêncio. O território da Cidade de Maple tinha poucas bestas. Era raro uma carregar contra a estrada.

Ele mal podia imaginar. Se até a estrada era insegura, quanta pressão o povo comum da Cidade das Três Montanhas aguentava?

E o que mantinha viva aquela esperança teimosa?

"Ele continua achando que o filho não está morto. Que um dia vai voltar. Então todo dia ele se senta na porta da estalagem."

Li Yun suspirou e não disse mais nada.

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