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Capítulo 103: Submissão

A Record of a Mortal's Journey to Immortality·Capítulo 103 de 125·~5 min de leitura

Atualizado: 2026-08-20 01:21

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Han Li estava de costas para Urso Negro, de frente para o grupo em luta. Embora Urso Negro tivesse passos extremamente leves, como poderia escapar à percepção de Han Li?

Então, quando Urso Negro estava a apenas alguns passos de Han Li e avançou ferozmente como um demônio, o corpo de Han Li fez um movimento sutil e, de repente, transformou-se de forma estranha — agora estava de frente para Urso Negro, encarando-o com um leve sorriso.

Urso Negro ficou chocado, mas já havia avançado e não conseguia recuar. Sem opção, soltou um grito e estendeu suas duas enormes mãos cobertas de pelos negros, agarrando ferozmente o adversário. Em seu coração, rezou para que aquele jovem não tivesse experiência em combate e se assustasse com sua aparência feroz, permitindo-lhe acertar o golpe.

Han Li, vendo que aquele negro ainda não percebia o perigo e ousava atacá-lo, fez seu rosto se tornar sombrio. Num flash — "Shua!" — seu corpo desapareceu dos olhos de Urso Negro.

Urso Negro gritou por dentro, tentou parar e fugir, mas sentiu uma sensação gelada na nuca. Uma ponta de espada reluzente emergiu de sua garganta e, num instante, desapareceu. Urso Negro apertou desesperadamente o pescoço sangrando, tentando dizer algo, mas de sua garganta só saíram alguns sons roucos antes de desabar no chão.

O rosto de Sun Ergou tornara-se amarelo como cera. Com seus próprios olhos, vira o jovem se transformar num fantasma ao redor de Urso Negro, sacar uma espada flexível de sua cintura e, com um único golpe, perfurar a garganta do negro. Agora, o jovem estava limpando a brilhante lâmina com um pedaço de pano branco.

O jovem pareceu sentir o olhar de Sun Ergou, ergueu a cabeça e lançou-lhe um sorriso leve.

Sun Ergou imediatamente desviou o olhar como se tivesse visto uma cobra venenosa. Agora, em relação à morte de Urso Negro, seu rival, não sentia o menor prazer — ao contrário, seu coração estava tomado por aquele sentimento de "quando o coelho morre, a raposa chora".

Agora compreendia plenamente: aquele jovem não era nenhuma ovelha gorda, era um demônio da morte. E eles, uns meros subordinados, tinham ido enfiar a cabeça na mão do demônio por pura estupidez — era realmente procurar a própria morte!

A única esperança de Sun Ergou era que seus subordinados conseguissem imobilizar aquele gigante. Assim, ainda haveria chances de lutar e negociar com o adversário, preservando sua própria vida.

Mas quando Sun Ergou viu a situação do gigante, ficou paralisado como um poste.

Mais de vinte homens, todos cobertos de sangue, estavam deitados no chão imóveis. E o gigante, de braços cruzados, permanecia de pé. Ao perceber o olhar de Sun Ergou, lançou-lhe um olhar gelado.

Embora não pudesse ver o rosto do gigante por causa do chapéu de palha, Sun Ergou sentiu uma fúria selvagem e sanguinária batendo de frente em seu rosto, fazendo seu semblante passar do amarelo ao branco mortal.

Han Li observava de longe a mudança de expressão de Sun Ergou. Viu que aquele homem não sabia nenhuma arte marcial e agora estava aterrorizado, então não tinha interesse em lidar pessoalmente com ele.

— Convocação da Alma, mate-o! — Finalmente, Han Li virou-se e disse tranquilamente.

— Não! Eu me rendo! Quero entregar toda minha fortuna ao jovem senhor! Quero ser seu servo, seu cavalo! Conheço todas as notícias grandes e pequenas de Cidade Jiayuan, posso ser útil de qualquer forma que o senhor precisar!... — Ao ver Convocação da Alma caminhar em sua direção como um demônio, Sun Ergou desabou no chão, pervertido de medo, e começou a falar desesperadamente para se salvar.

— Oh? — Han Li não pretendia ouvir Sun Ergou, mas ao ouvir que ele conhecia todas as notícias de Cidade Jiayuan, algo despertou seu interesse.

— Pare um pouco — Han Li deteve Convocação da Alma, que estava prestes a torcer o pescoço de Sun Ergou, e deu alguns passos até o homem.

— Você conhece bem Cidade Jiayuan? — Han Li perguntou com um sorriso, aparentando total gentileza.

Mas Sun Ergou, que acabara de testemunhar o lado desumano de Han Li, não ousou hesitar. Trepando, tremeu:

— Muito bem! Muito bem! Eu, servo, cresci em Cidade Jiayuan desde pequeno. Conheço cada árvore e cada grama daqui como a palma da mão!

Naquele momento, agarrava-se àquela tábua de salvação como se sua vida dependesse dela — quase quis exagerar dez vezes suas palavras anteriores para parecer mais útil aos olhos do adversário.

Ao ouvir essa resposta, Han Li tocou o próprio nariz, inclinou a cabeça pensativamente, e depois tirou de dentro de sua túnica um pequeno frasco de porcelana.

Tirou de dentro do frasco uma pílula do tamanho de uma cereja, branca, e entregou a Sun Ergou.

— Ou toma isso, ou morre! — Han Li foi direto.

Sun Ergou segurou a pílula com a mão tremendo. Olhou para o objeto com hesitação, mas quando seu olhar encontrou o olhar gelado de Han Li, tremeu algumas vezes e, por fim, engoliu a pílula.

— Ótimo, assim posso acreditar em você — Han Li assentiu satisfeito.

— Essa pílula se chama Pílula do Coração Podre, um veneno exclusivo meu. Uma vez por mês, precisa tomar um antídoto. Caso contrário, seus órgãos internos apodrecerão e você morrerá. Acredito que seja uma pessoa inteligente e não terá duplicidade — Han Li falou com tom sombrio.

Sun Ergou, embora já tivesse expectativa, ao ouvir o efeito da pílula, fez um rosto triste, completamente desanimado.

— Fique tranquilo. Enquanto você me ajudar a concluir os assuntos em Cidade Jiayuan, administrarei o antídoto e devolverei sua liberdade. Com suas habilidades, eu realmente não teria uso para você em outro lugar — Han Li sabia muito bem que só com a combinação de porrete e cenoura se faz alguém trabalhar com dedicação. Deu a Sun Ergou a esperança de uma futura libertação.

— Sério, jovem senhor? — Ao ouvir isso, Sun Ergou animou-se ligeiramente.

— Fique com essa prata para custear os gastos. Primeiro, limpe este lugar. Não quero que ninguém saiba o que aconteceu aqui. Entendeu? — Han Li jogou a Sun Ergou um saco de prata miúda e deu uma ordem leve.

Sun Ergou pegou o saco e o pôs na mão — era pesado, devia ter mais de cem taéis de prata miúda.

Mostrou alegria no rosto. De repente, achou que trabalhar para aquele jovem tão generoso não era uma coisa tão ruim.

— Fique tranquilo, jovem senhor! Eu cuidarei disso com perfeição e não trarei nenhum problema ao senhor! — Ele bateu no próprio peito com um sorriso bajulador.

— Tudo bem. Vou à frente procurar uma estalagem para descansar. Amanhã cedo, venha me procurar. Como você é o "dono do pedaço" aqui, deve conseguir encontrar facilmente — Han Li deu a ordem sem cerimônia.

— Sim! Sim! Amanhã de manhã, certamente estarei aqui pontualmente, à disposição do jovem senhor! — Sun Ergou, tendo chegado a esse ponto, já havia aceito o papel de subordinado de Han Li com naturalidade.

Han Li sorriu, ordenou a Convocação da Alma que carregasse a enorme carga, e afastou-se dali lentamente. Depois de uma longa distância, olhou para trás e viu que Sun Ergou ainda estava ali, imóvel, observando-o partir com olhar de fidelidade total.

— Interessante! — Han Li sentiu de repente que aquele homem era bastante engraçado e tinha bom faro. Talvez realmente pudesse ser útil.

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