Su Yan, Yuan Qi e o sino se tensaram. Se a "expiação" de Zhu Chanchan era alguma medida, a misericórdia da corte Zhou era escassa.
Jiang Qi vestia túnicas violeta e uma espada de bronze fina na cintura. "Pensei que vocês pudessem ser cúmplices da velha mestra, escondendo seus bens roubados."
"Nunca!" protestou o sino. "Nunca nos associaríamos com tal pessoa."
Yuan Qi sussurrou para Su Yan: "Ainda temos meio pico voador no meu estômago."
Su Yan lhe sinalizou para ficar quieto. "A Essência do Dao Primordial, quer dizer esta cabaça? Encontrei-a por acidente. Claro que devolverei."
Jiang Qi aceitou a cabaça. Sua expressão vacilou. "Vocês beberam bastante."
"Estávamos morrendo. Era medicinal."
Jiang Qi deu um gole e se serenou. "Posso enviá-los de volta para Yuan Shou."
"Como?"
Jiang Qi produziu a Punição do Céu. "Segurem isto. Vocês se tornam o deus de cabeça de dragão. Podem rasgar o vórtice de trovões e caminhar para casa."
"Não vai me controlar?"
"Vocês devem resistir à consciência do Dao Celestial dentro." Jiang Qi sorriu — depois vomitou sangue e desmaiou. "Feri Longyuan, mas ele me feriu pior. Durante o grande terror, você me matou cento e quatro vezes."
Su Yan verificou seu pulso. "Ainda respira."
"Deixe-o!" disse Yuan Qi. "Vamos pegar a espada e ir embora!"
"Ele me deu livremente. Não abandonamos pessoas."
Yuan Qi pendurou o preceptor inconsciente sobre sua cabeça. O sino montou guarda.
Su Yan estudou a Punição do Céu. A escrita de selo de pássaro em sua lâmina parecia errada — erros no próprio符文 do Dao Celestial. Não admira que os deuses fossem falsos.
Ele ativou a espada. Um deus de cabeça de dragão se ergueu ao seu redor, intenção assassina inundando o deserto. Esqueletos arranharam da areia, atacando uns aos outros.
O sino e Yuan Qi de repente se viraram um contra o outro.
"Hoje terminamos isso!" rugiu o sino.
"Nunca gostei de você de qualquer maneira!" cuspiu Yuan Qi.
Su Yan franziu a testa. Os esqueletos tinham parado, mas seus companheiros continuavam brigando. Tossindo. "Já controlei a espada."
O sino cambaleou ereto. "Quando isso aconteceu? Oh, Qi, eu te machuquei?"
"Eu também estava controlado, Sino. Sem ressentimentos."
"Fraternidade mais forte que o aço!"
Su Yan os ignorou. O deus de cabeça de dragão elevou o grupo em direção às estrelas, em direção ao vórtice de trovões que os trouxera. Tocou a espada ao vazio. O vórtice se abriu.
A meio caminho, um deus de luz de bordo se lançou de trás. Longyuan estendia a mão para a espada.
Jiang Qi se sentou, rindo. "Esperei muito tempo por isso, Longyuan. Você é tão previsível como sempre."
Ele agarrou a Punição do Céu. O poder da lâmina partiu o próprio vórtice, decepando a mão divina de Longyuan. Sangue tingiu a passagem de carmesim.
"Uma lição que você nunca esquecerá."
Jiang Qi sorriu — depois desmaiou de novo, verdadeiramente inconsciente desta vez.